quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Presidenta Dilma sansiona lei que permite trabalho para beneficiários do BPC

A alteração na Lei Orgânica de Assistência Social autoriza pessoas com deficiência a trabalhar como aprendizes, sem perder o benefício. Também assegura que o beneficiário, se necessário, retorne ao BPC sem passar pela reavaliação médica 

Brasília, 2 – Pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) poderão tentar o mercado de trabalho sem perder o benefício. A presidenta Dilma Rousseff sancionou, nesta quinta-feira (1º), conforme publicado no Diário Oficial da União, projeto de lei que altera a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), muda a definição conceitual de pessoa com deficiência e amplia a possibilidade de inclusão profissional desse público.

Antes, a pessoa com deficiência perdia o benefício caso tivesse atividade remunerada, inclusive como microempreendedor individual. A partir de agora, o beneficiário pode ingressar no mercado de trabalho e ter o benefício suspenso temporariamente. Se nesse período o beneficiário não conseguir se manter no trabalho ou não adquirir o direito a outro benefício previdenciário, ele retorna ao BPC sem precisar passar pelo processo de requerimento ou de avaliação da deficiência e do grau de impedimento pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O período de suspensão não é determinado pela lei, mas o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), responsável pela gestão do BPC, proporá ao Legislativo que seja de dois anos. Embora operacionalizado pelo INSS, o BPC não é pensão vitalícia nem aposentadoria. Os beneficiários passam por revisão do INSS a cada dois anos.

Aprendiz – Outra alteração na lei permite que pessoas com deficiência contratadas na condição de aprendizes continuem recebendo o BPC junto com a remuneração salarial durante o período do contrato. “Conforme a lei trabalhista, o contrato de aprendiz é para quem tem entre 16 e 24 anos, está vinculado ao ensino e é remunerado por hora de trabalho. No caso da pessoa com deficiência, não há limitação de idade”, explica a diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS Maria José de Freitas.

A lei também define que pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de longo prazo (pelo menos de dois anos) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Os impedimentos podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais.

O BPC é um benefício mensal no valor de um salário mínimo concedido ao idoso, com 65 anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, que comprovem não possuir meios para se manter ou cuja família não tenha recursos para mantê-los. Em ambos os casos, é necessário que a renda bruta familiar per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo por mês.

O benefício é gerido pelo MDS e operacionalizado pelo INSS. O recurso para pagamento do BPC sai do Fundo Nacional de Assistência Social. A previsão orçamentária para este ano é de R$ 23,1 bilhões. São 3,5 milhões de beneficiários em todo o País, dos quais 1,8 milhão de pessoas com deficiência.

Projeto piloto – Em parceria com a Federação Nacional das Associações para Valorização de Pessoas com Deficiência (Fenapave) e os ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego, o MDS realiza projeto piloto do BPC Trabalho em dez cidades, com o objetivo de promover a inserção de pessoas com deficiência, entre 16 e 45 anos, no mercado de trabalho.

Os municípios de São Paulo e Santo André, no interior paulista, executam o projeto desde o ano passado. Nesta quinta-feira (1º), a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin, assinou a ampliação do projeto para mais oito capitais: João Pessoa (Paraíba), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Recife (Pernambuco), Belém (Pará), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Teresina (Piauí), Fortaleza (Ceará) e Curitiba (Paraná).

O BPC Trabalho prevê visitas domiciliares, diagnóstico social e encaminhamento aos serviços da assistência social. Com apoio das entidades socioassistenciais, os beneficiários são avaliados quanto ao potencial de trabalho e suas demandas, identificadas para inserção profissional.

Leia a Lei nº 12.470 que dentre outros assuntos, alterar regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da pessoa com deficiência.

Cristiane Hidaka
Ascom/MDS
(61) 3433-1065

http://mds.gov.br/saladeimprensa

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Obra malfeita barra aluno deficiente em escola pública

 EXCELENTE REPORTAGEM DO BLOG diferenteeficientedeficiente


Obs: a terminologia inadequada foi mantida por ser cópia fiel do jornal citado


FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Na escola estadual Brigadeiro Eduardo Gomes, zona norte da capital, o governo gastou com reformas para torná-la acessível a deficientes. Mas deixou uma escada com quatro lances, quase 50 degraus, como única forma de se chegar à quadra. O cadeirante precisa ser levado por colegas ou servidores.
Perto dali, a reforma do colégio Parque Anhanguera permite a circulação do cadeirante. Mas o deficiente visual não conta com indicação no solo para evitar choque com obstáculos ou evitar a queda em escadas.Os colégios integraram o programa de obras do governo paulista para tornar acessível parte da rede estadual de ensino, a maior do país. Foram gastos R$ 690 milhões desde 2007 (para acessibilidade e outras necessidades).
Elas integraram também o grupo de escolas onde as obras foram insuficientes ou mal feitas, segundo auditoria do Tribunal de Contas de SP.Foram analisados 100 dos 850 colégios reformados.
Em metade da amostra houve "irregularidades" no trabalho ou "oportunidade de melhoria que deixaria o prédio plenamente acessível".Dois dos princípios de um local adaptado é que o deficiente possa ter acesso a todos ambientes e autonomia para locomoção. Legislações federal, estadual e municipal exigem que prédios públicos já sejam adaptados.Na auditoria do tribunal, algumas das falhas mais encontradas foram ausência de piso tátil para deficientes visuais e de local adaptado para que cadeirantes possam socializar nas quadras.

OBRA INCOMPLETA

A Folha visitou semana passada duas das escolas reformadas. Na Parque Anhanguera, o cadeirante conta com rampas e elevador.
Mas o deficiente visual não possui indicações no solo para andar com segurança.O colégio tem hoje um aluno com essa deficiência. O diretor da escola, Reginaldo Lopes, diz que o estudante nunca teve problema porque os colegas o guiam. "Ao mesmo tempo que o jovem é cruel, também é acolhedor."Na Brigadeiro Eduardo Gomes, há indicação para o deficiente visual, mas o cadeirante não chega à quadra. A engenheira Sanrlei Polini, que acompanhou a Folha, destacou a quase ausência de identificação de ambientes adaptados (exigência legal). "Mas o governo está no caminho, só não pode parar", disse a especialista em regularização de imóveis.Outro problema apontado pela auditoria é o descumprimento da meta lançada em 2007 pelo então governo José Serra (PSDB) de tornar acessível 50% das escolas es0taduais até 2010.
Atualmente, a proporção está em 15%.A auditoria foi usada para julgamento das contas do 0governador em 2010, aprovadas no final de junho.

OUTRO LADO

Secretaria diz que as reformas serão feitas novamente
Caso sejam constatadas falhas na execução do que já foi realizado, empreiteiras serão responsabilizadas
A Secretaria da Educação afirmou que fará novas intervenções para solucionar os problemas encontrados na acessibilidade das escolas.
"Vamos voltar e fazer o trabalho de novo. Se for falha de execução, acionaremos as empresas que fizeram o serviço", disse o chefe de gabinete da pasta, Fernando Padula. Segundo a secretaria, há também a possibilidade de ter havido erros nos projetos feitos pelo governo.
A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que, quando se decide reformar uma escola, a ideia é torná-la acessível a qualquer deficiente.
"O processo nas escolas estaduais é dinâmico e grandioso. Erros podem ocorrer. Se houve, vamos arrumar", afirmou a gerente de projetos da FDE (fundação da pasta responsável pelas obras), Avany de Francisco Ferreira.

Em relação ao descumprimento da meta das obras, de tornar acessível 50% da rede, a pasta diz que houve redirecionamento de prioridades.
Parte dos recursos foram para ampliação ou construção de escolas (para desafogar outras) e eliminação de colégios padrão Nakamura (espécie de escola de lata).

ACORDO COM PROMOTOR

A Secretaria da Educação afirmou que apresentou à Promotoria plano para quase triplicar o número de escolas adaptadas em dez anos.
A pasta pretende oferecer ao menos uma unidade acessível em um raio de até 2 km em todas as áreas urbanas do Estado. Nas rurais, a distância aumenta para 15 km.
O plano prevê obras em 1.495 escolas, ao custo total de R$ 1,3 bilhão. A pasta planeja oferecer transporte para o deficiente chegar ao colégio adaptado. Atualmente, são cerca de 15 mil alunos deficientes na rede estadual.
O governo pretende assinar um termo de ajustamento de conduta com a Promotoria, comprometendo-se a cumprir o programa, para evitar novas ações judiciais.
"Hoje, promotores entram na Justiça e nos forçam a reformar escolas que não estavam no plano inicial", disse o diretor de obras da FDE, José Arlindo César Marcondes.
"Isso desorganiza o nosso planejamento e faz com que deixemos de reformar escolas realmente prioritárias."
O promotor Luiz Antonio Miguel Ferreira afirma que ele e outros colegas analisam a proposta. "Pessoalmente, acho o período de dez anos extenso. As escolas já deveriam ser acessíveis", disse Ferreira, coordenador da área de educação do centro de apoio cível da Promotoria. (FÁBIO TAKAHASHI)


Raphael Preto Pereira, 16,em calçada da Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo

DEPOIMENTO

Mesmo os colégios particulares não estão prontos para incluir
'Na hora de fazer a matrícula e receber o dinheiro, todos se dizem acessíveis e preparados para receber deficientes físicos'

Sou cadeirante. Minha primeira experiência escolar aconteceu numa instituição particular [na zona norte de SP; a escola faliu], ainda no ensino infantil. Eles me deixavam quieto num quarto, sozinho, e não podia chorar.
"Se chorar sua mãe não vem te buscar", dizia uma das "tias". Fiquei nessa escola durante seis meses.
Achamos uma outra escola rapidamente. Na hora de fazer a matrícula e receber o dinheiro, todas falam que são acessíveis e preparadas.
Fui para a Estrela dos Sonhos. Quando estudava na parte da manhã com a professora Ana Paula, foi uma coisa maravilhosa. Nem sei se ela tinha especialização.
Quando passei do jardim 1 para o 2, mudei de professora e passei a não conseguir acompanhar a turma.
Saí depois de um ano. Já vacinados, meus pais procuraram novamente escola não regular, o Centro de Reabilitação da Uniban.
A proposta era, no menor tempo possível, acostumar os deficientes com a rotina escolar e depois incluí-los numa escola regular. Fiquei lá no ano de 2002.
Voltei para o ensino regular particular, no Instituto Cultural Criando Arte, que possui rampa e se mostrou disposto a fazer outras adaptações. Me senti seguro.
Em 2006, fui para a escola estadual Buenos Aires, onde estou até hoje. Ela possui o mínimo de adaptações físicas e funcionários comprometidos com a inclusão.
Após a Folha publicar uma reportagem, o banheiro foi consertado [estava sem porta]. Mas a carência de materiais impede que deficientes com menos independência do que eu façam tarefas triviais como escrever.
O fato é que existem hoje poucas escolas inclusivas, públicas ou particulares.

RAPHAEL PRETO PEREIRA 16, cadeirante

ANÁLISE

Falta de acesso no ambiente escolar é paradoxo para educação

SHIRLEY SILVA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Geralmente, não pensamos nos detalhes sobre ir e vir. Tampouco nos preocupamos se o local a ser visitado tem acesso fácil, se haverá comunicação entre os diferentes espaços.
A situação é diferente para pessoas com deficiências físicas, visuais ou com mobilidade reduzida. Elas precisam de locais projetados para permitir a acessibilidade e, também, que esse acesso possa ser realizado pela própria pessoa, de forma independente e autônoma.
Por serem espaços institucionais que têm como tarefa a produção de conhecimento, a construção de cidadania coletiva e a preparação para o trabalho, a situação das escolas é peculiar.
O reconhecimento do papel fundamental que a educação tem na vida das pessoas, em sociedades nas quais os princípios da democracia e da cidadania direcionam a organização política e a sociedade civil, torna-a compulsória (obrigatória), considerada direito público.
A não existência de acessibilidade em escolas públicas é um paradoxo, pois o próprio Estado que define a obrigatoriedade da educação acaba por não permitir que as famílias cumpram o dever constitucional de ter os seus filhos na escola.
O relatório do Tribunal de Contas do Estado aponta que, mesmo onde já houve obras, alunos com deficiência continuam com grandes dificuldades. A justificativa, por exemplo, da não instalação de pista podotátil para deficientes visuais devido à ausência de fornecimento pode soar como impossível.
De qualquer forma, é um avanço o poder público entender que escolas devam ser adaptadas. Mas continua a questão: o que fazer com quem não cumpre a lei (Decreto 5.296 de 2004, por exemplo) e não adapta escolas e outros espaços?

SHIRLEY SILVA é professora da Faculdade de Educação da USP, pesquisadora de políticas públicas e de educação inclusiva

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - Cotidiano

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sem tempo ...

Queridos leitores e visitantes,

Ando atarefada com o casamento da minha filhota, essa princesa aí de cima, e sem nenhum tempo para dedicar-me ao Blog. Prometo que logo retornarei e com bastante novidade.
Abraços, Mariza

terça-feira, 26 de abril de 2011

Filmes que você não pode deixar de ver! 20. Uma Família Especial

20. Uma Família Especial - The Magnificent Seven, 2005, Grã Bretanha

De Kenneth Glenaan, com Helena Bonham-Carter, Bruno Lastra, Christopher Parkinson, Joshua Thurston, Thomas Redford, Liam Boyle.

Sinopse: A BBC produziu um documentário em 2003 sobre a família de Jacqueline Carol Jackson, ou "Jacqui Jackson" como é conhecida,  que acabou virando um filme em 2005, com o título no Brasil de "Uma Família Especial". Jacqui é uma escritora sobre autismo, mas ela tem uma peculiaridade: é mãe de sete filhos, dos quais  quatro estão dentro do espectro autista, em maior ou menor grau.
Filme muito raro que retrata muito bem o AUTISMO. O filme tem como foco maior a luta dessa mãe que encara de forma muito bem humorada as situações difíceis que vive e tenta a todo custo incluir seus filhos na sociedade. Determinada, Maggi, como a mãe é chamada no filme,  empreende então uma surpreendente luta, repleta de momentos mágicos, alegres e tristes, para ajudar seus filhos especiais a ter uma vida feliz. Drama verídico baseado na história de Jacqui Jackson.


Jacqui se licenciou com honras em Ciências Sociais com pós-graduações subseqüentes, já completou seu doutorado e tem PhD em disfunções sensoriais e design de ambientes para crianças com transtorno do espectro autista. Mesmo com todo envolvimento em palestras e conferências e com uma agenda agitada, ela consegue preparar refeições sem glúten e caseína para seus três meninos mais novos e refeições vegetarianas para suas meninas. 

Veja site oficial de Jacqui Jackson, com informações sobre seus livros e os livros de um de seus filhos, Luke, um asperger que já publicou livros sobre sua condição. Pena não ter nada traduzido para o português!

       



               













A verdadeira família Jackson


Imagens retiradas dos sites signis.net, dailymail.co.uk e myshopping.com.au

 

quinta-feira, 24 de março de 2011

02 ABRIL - DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

BRASIL É DESTAQUE NO DIA MUNDIAL DO AUTISMO, 2 DE ABRIL

Por Paiva Junior*,
editor-chefe da Revista Autismo

Não foi à toa que a ONU (Organização das Nações Unidas) decretou todo 2 de abril como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day), desde 2008. Este é o quarto ano do evento mundial, que pede mais atenção ao transtorno do espectro autista (nome oficial do autismo), que é mais comum em crianças que AIDS, câncer e diabetes juntos.

No Brasil além do CARTAZ (ao lado) e do  vídeo da campanha, a data será lembrada com a iluminação em azul (cor definida para o autismo) de vários prédios e monumentos importantes, entre eles, o Cristo Redentor (no Rio de Janeiro), que acabou de inaugurar uma moderna iluminação de LED, com celebração presidida pelo bisco dom Augusto (às 18h30 do dia 1), a Ponte Estaiada, o Monumento às Bandeiras e o Viaduto do Chá (todos em São Paulo) e o prédio do Senado, em Brasília (outras ações podem ser vistas em (http://RevistaAutismo.com.br/DiaMundial). No restante do mundo, outros importantes pontos acenderão sua “luz azul”, como no ano passado o prédio Empire State, em Nova York (Estados Unidos) e a CN Tower, em Toronto, (Canadá).

O autismo é uma síndrome complexa e muito mais comum do que se pensa. Atualmente, o número mais aceito no mundo é a estatística do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão do governo dos Estados Unidos: uma criança com autismo para cada 110. Estima-se que esse número possa chegar a 2 milhões de autistas no país, segundo o psiquiatra Marcos Tomanik Mercadante citou em audiência pública no Senado Federal no fim de 2010, onde discute-se uma lei exclusiva para o autismo, liderada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Mercadante é um dos autores da primeira (e por enquanto única) estatística brasileira, num programa piloto por amostragem na cidade de Atibaia (SP), que registrou naquela amostragem incidência de uma para cada 333 crianças , publicada no final de fevereiro último. No mundo, segundo a ONU, acredita-se haver mais de 70 milhões de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. A incidência em meninos é maior, tendo uma relação de quatro meninos para uma menina com autismo.

No ano passado, um discurso do presidente dos Estados Unidos, no dia 2, lembrou a importância da data: “Temos feito grandes progressos, mas os desafios e as barreiras ainda permanecem para os indivíduos do espectro do autismo e seus entes queridos. É por isso que minha administração tem aplicado os investimentos na pesquisa do autismo, detecção e tratamentos inovadores – desde a intervenção precoce para crianças e os serviços de apoio à família para melhorar o suporte para os adultos autistas”. Barack Obama ainda concluiu: “Com cada nova política para romper essas barreiras, e com cada atitude para novas reformas, nos aproximamos de um mundo livre de discriminação, onde todos possam alcançar seu potencial máximo”.
No Brasil, é preciso alertar, sobretudo, as autoridades e governantes para a criação de políticas de saúde pública para o tratamento e diagnóstico do autismo, além de apoiar e subsidiar pesquisas na área. Somente o diagnóstico precoce, e conseqüentemente iniciar uma intervenção precoce, pode oferecer mais qualidade de vida às pessoas com autismo, para a seguir iniciarmos estatísticas na área e termos idéia da dimensão dessa realidade no Brasil. E mudá-la.

Logomarca do WAAD, World Autism Awareness Day, da ONU, foi redesenhada pelo designer e editor de arte da Revista Autismo, para "Dia A", como forma de tradução do evento mundial para o Brasil.


*Paiva Junior é jornalista, editor-chefe da Revista Autismo (http://RevistaAutismo.com.br) e pai do Giovani, de 3 anos e 10 meses, que está no espectro autista, e da Samanta, de 1 ano e 9 meses, que está tendo desenvolvimento típico (normal).
E-mail editor@RevistaAutismo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Twitter: @RevistaAutismo e @PaivaJunior

REPORTAGEM COMPLETA NO SITE DA REVISTA AUTISMO/DIA MUNDIAL 2011


COLABOREM! 

domingo, 13 de março de 2011

ENTREVISTA COM MARA GABRILLI (Correio Braziliense - Revista do Correio - "Todos os caminhos abertos")


ENTREVISTA // MARA GABRILLI 

Todos os caminhos abertos 
 
Primeira tetraplégica a eleger-se deputada federal no país, Mara Gabrilli fala da sua luta a favor da inclusão do deficiente físico e das dificuldades que eles ainda encontram no Brasil



A psicóloga e publicitária Mara Gabrilli é a primeira tetraplégica a eleger-se deputada federal no país — conquista que desponta como consequência natural de uma trajetória de militância. O ingresso na vida pública deu-se oficialmente em 1997, quando do lançamento da ONG Projeto Próximo Passo. Mas o fato desencadeador de suas ambições ocorreu três anos antes: o acidente de carro que a paralisou do pescoço aos pés. De lá para cá, coordenou inúmeras iniciativas e assumiu diferentes postos. Foi reconduzida ao cargo de vereadora em 2008 como a mulher mais votada naquele pleito. A chegada ao Congresso Nacional na atual legislatura, pelo PSDB, foi marcada por um protesto incisivo. “Não quero trabalhar em uma Casa incoerente, que aprova leis de acessibilidade que ela mesma não cumpre, me recuso a fazer um discurso do chão, a falar de acessibilidade do chão.” A fala surtiu efeito imediato. O plenário ganhou acesso por elevador e um sistema que contabiliza votos expressados com movimentos de cabeça. Sua bandeira é a de um Brasil acessível para todos — no sentido mais amplo da palavra.

O que a sua eleição pode simbolizar para mulheres e deficientes?
Ter passado por esse estágio de conseguir o elevador, de conseguir um sistema para votar, já demonstra para qualquer pessoa com deficiência no Brasil que ela pode seguir o sonho dela. Acho emblemático, principalmente para tetraplégicos como eu. Na verdade, quem tem que se adaptar é o meio. Os espaços não foram preparados para receber todo tipo de pessoa. É um respeito com o brasileiro a Casa estar se adequando à acessibilidade.

A Câmara está hoje totalmente adequada em termos de acessibilidade?
Ainda faltam alguns itens. Por exemplo, a mesa-diretora: nunca se previu que um cadeirante pudesse compor a mesa. Ainda brigaram comigo, dizendo: “Olha lá, ela quer destruir o painel do Athos Bulcão”. Imagina! Eu sou louca por cultura, nunca faria uma coisa dessas. Só que você tomba uma obra de arte para as pessoas. Não se pode impedir que as pessoas frequentem porque é tombado. Isso é um absurdo. Você vai na Acrópole, em Atenas, — tem alguma coisa mais tombada? — e tem elevador. No Louvre, em Paris, tem elevador. As pirâmides do México têm elevador. Agora, o plenário da Câmara não pode ter porque é tombado.

Em sua atuação parlamentar, qual é o maior desafio: acessibilidade ou burocracia política?
Acessibilidade. É levar a acessibilidade para a burocracia política. Na verdade, eu não estou aqui para questionar a burocracia política, e sim para tentar semear a acessibilidade em tudo. As pessoas com deficiência ficaram muito tempo excluídas do exercício da cidadania por conta da falta de saúde, de escolaridade, de trabalho… Por isso que eu estou aqui, porque até então era difícil alguém que tivesse saúde, preparo e disposição. Agora estão pipocando parlamentares com deficiência por todo o Brasil. Como esses pessoas estavam excluídas, a gente não via. E o que a gente não vê, acha que não existe.

Ser mulher e cadeirante representa o dobro de obstáculos?
Não acho, porque as mulheres estão em alta. Temos até uma presidente mulher. É um ponto a mais.

Como as formações em publicidade e em psicologia influem em sua vida política?
Como vereadora de São Paulo, percebi que as pessoas precisavam ser ouvidas. É bom ter um pouco de virtude para acolher as pessoas e, principalmente, para que você possa desenvolver seu trabalho baseado em fatos. Construí todo o meu mandato em cima daquilo que as pessoas traziam para mim. Por exemplo, hoje eu sou a maior defensora da deficiência auditiva em São Paulo, graças a leis que eu fiz. Acho que ser psicóloga traz um pouco esse lado de querer ouvir, querer entender. E a publicidade, uso no dia a dia. Fui aprendendo no trabalho que não adianta criar programas se você não os divulgar. Não chega na periferia, não chega no público que você quer atingir. E tenho uma cabeça solta no que diz respeito à criatividade, sempre gostei de inventar, por isso fiz o curso.



Qual é a ideia mais equivocada que as pessoas têm do cadeirante?
Varia tanto de pessoa para pessoa. É tão engraçado... Às vezes, estou em um restaurante e o garçom grita, ou então pergunta para a minha assistente o que eu vou comer. Aí eu respondo, digo que vou comer carne. E ele pergunta pra assistente: “Bem ou mal passada?”. As pessoas generalizam, não entendem o que está acontecendo e têm medo de aprofundar um pouco o pensamento. Não tem uma pessoa que não me estenda a mão, principalmente homem. Aí eu fico pensando em como não deixar essa pessoa sem graça, porque ela não vai nem dormir à noite. Então tenho que dar uma volta, dizendo que só dou beijo. Eu acho normal. Não venho com uma bula na testa que diz “braço não, sorriso sim, pode perguntar que eu respondo”. Tem que se aventurar.

E suas propostas, são todas voltadas a portadores de deficiência?
É impossível se voltar só para esse assunto, mas é meu foco principal. É interessante porque te prepara para ser gestor de qualquer coisa. Para falar de pessoa com deficiência, você tem que entender de educação de ponta a ponta, de saúde, de trabalho, de transporte, de assistência social. Tem que entender de tudo, porque esse não é um assunto em si — ele perpassa todos os setores. E tem um final muito feliz. Se você melhora uma cidade para quem tem deficiência, você melhorou para todo mundo. Se você consegue fazer uma escola que receba qualquer tipo de pessoa, e seu filho está lá e estuda com uma criança que tem Síndrome de Down, estuda com outra que é cega, é o seu filho que vai ampliar a concepção de mundo. O mundo vai ser muito mais bacana.

E em Brasília, que tal a acessibilidade?
Eu tenho ouvido reclamações. Mas eu não posso falar, porque não fui a muitos lugares. Posso falar da estrutura do governo. Nos ministérios, por exemplo, muita gente tem problemas de acessibilidade. Não tem um elevador para levar cadeirantes à tribuna do Senado. Hoje o Oscar Niemeyer, que está usando cadeira de rodas, não iria conseguir visitar nenhum dos seus monumentos. Não existe acessibilidade como disciplina obrigatória em nenhuma faculdade de engenharia ou de arquitetura.

A Copa do Mundo de 2014 representa uma oportunidade para renovar essa estrutura?
A gente espera que sim. Acho que é uma ótima oportunidade para discutir. Inclusive discutir um assunto diferente: por que não fazer Olimpíadas e Paraolimpíadas juntas? Existe estrutura física para isso, está tudo montado, é uma questão de modalidade, de agenda. Eu acho possível. Os aeroportos são um problema enorme. Eu sou calma, doce, compreensiva, mas tenho que brigar todo dia no aeroporto.

Qual é o carro-chefe do Instituto Mara Gabrilli?
Temos um que é muito bacana, que nasceu por causa da favela de Ilhópolis, que tem 130 mil habitantes. Uma amiga minha, que é fotógrafa, fez um livro sobre a comunidade. Ela passou uns oito meses lá, fotografando, e eu perguntei: “Poxa, você achou muita gente lá com deficiência?”. Ela me respondeu: “Ninguém”. Ela não viu porque as pessoas não conseguiam sair do barraco, ficavam escondidas em casa. Criei um projeto chamado Cadê você?. Fazemos multirões para ir às comunidades procurar pessoas com deficiência que não conseguem sair de casa e, por isso, não têm acesso a serviços. Montamos uma equipe multidisciplinar: fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social, psicólogo, fonoaudiólogo, dentista, otorrinologista e oftalmologista. E tudo patrocinado. De que adianta achar uma criança com paralisia cerebral que precisa de uma cadeira, inscrever ela no SUS, se ela terá de esperar cinco anos dentro de casa até a cadeira chegar?

Por que você resolveu ser deputada?
Porque me falta um parafuso! (risos) Eu era vereadora de São Paulo e chegou uma hora que tudo esbarrava em questões federais. Várias transformações que fiz na cidade de São Paulo eu queria fazer no resto do Brasil. Mas eu nunca tinha pensado em ser política antes do meu acidente.

Qual é seu maior sonho como política?
Ah, que as pessoas tenham oportunidade. Eu acho que eu tive e consegui ver a diferença que faz na vida de uma pessoa. Eu nem me lembro que eu não me mexo. E, teoricamente, essa é uma deficiência gravíssima. Não faz a mínima diferença na minha vida. Quanto mais você melhora os recursos, dá ferramenta para as pessoas, adapta os espaços, menor a deficiência. Se você tira tudo isso, a pessoa fica ali, subtraída do exercício da cidadania.


Veja entrevista original em:
Correio Braziliense - Revista do Correio - Todos os caminhos abertos
Publicação: 04/03/2011 15:49 Atualização: 06/03/2011 08:48


quarta-feira, 9 de março de 2011

Filmes que você não pode deixar de ver! 19. O Discurso do Rei

19. O Discurso do Rei – The Kings Speech, 2010, Reino Unido, USA e Austrália

Direção: Tom Hooper, roteiro de David Seidler, com Colin Firth, Jeoffrey Rush e Helena Bonham Carter

Sinopse: George VI (Colin Firth), conhecido como Bertie, assume, a contragosto, o trono de rei da Inglaterra quando seu irmão, David (Guy Pearce), abdica do posto em 1936. Despreparado, o novo rei pede o auxílio de um especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush), para superar seu nervosismo e gagueira.

Comentário: O filme conta a história do rei George VI, pai da atual rainha da Inglaterra, Elizabeth II, e retrata o período em que Bertie (como era chamado pelos familiares) assumiu o trono da Inglaterra no começo da Segunda Guerra Mundial. Poderia ter sido apenas mais um filme autobiográfico, se não fosse o fato de abordar um tema aparentemente trivial, quase banal, mas cheio de preconceitos e estigmas: a gagueira.
O filme recebeu quatro Oscars, melhor roteiro original, melhor diretor, melhor filme e o merecido melhor ator para Colin Firth, que interpretou com maestria todas as nuances e especificidades da gagueira.



O filme se passa na década de 30, logo antes do início da Segunda Guerra Mundial. Depois da morte do rei George V da Grã Bretanha, seu filho mais velho David torna se Rei Eduardo VIII, contudo abdica do trono para se casar com uma americana divorciada, o que não era aceito pela igreja anglicana. Com a abdicação do irmão, Bertie é coroado rei George VI o que o obriga a desempenhar seu papel cerimonial: os discursos, não apenas ao vivo, mas também pelo rádio, a grande descoberta da época.
Bertie, então Duque de York, já havia tentado vários métodos de tratamento para se livrar de sua gagueira, tendo desistido de todos, já que nada havia funcionado. Mas sua esposa o convence a visitar mais um, Lionel Logue, que se intitulava um terapeuta da fala e morava em Londres. A partir desse momento se estabelece muito mais que uma relação entre terapeuta e paciente. Foi uma relação, acima de tudo, de respeito e amizade.  Nos muitos discursos que o Rei George VI realizou durante a Segunda Guerra Mundial, e posteriormente, Logue sempre esteve presente. Logue e o Rei permaneceram amigos pelo resto de suas vidas e o Rei George VI fez de Lionel Logue um Comandante da Real Ordem Vitoriana em 1944. 



No passado a gagueira era considerada como um distúrbio emocional. Sabe-se hoje que o estado emocional apenas exacerba a gagueira já existente. A ciência da gagueira tem evoluído bastante, oferecendo uma compreensão bem mais sofisticada do distúrbio do que era possível na época de Bertie. Hoje já são conhecidas 10 mutações genéticas associadas à gagueira, localizadas em quatro genes diferentes. Já foram também descritas falhas no sequenciamento da fala em regiões bem definidas do hemisfério esquerdo do cérebro. Todas estas descobertas só se tornaram possíveis mediante o uso de tecnologias disponibilizadas apenas no final do século XX e início do século XXI (PET scan, fMRI, ressonância por tensor de difusão e hibridização genômica comparativa). Em O Discurso do Rei, o ator Colin Firth, na pele de George VI, dispunha dos recursos da época, alguns obsoletos, como fazer exercícios de fala com a boca cheia de bolinhas de gude. Atualmente, a fonoaudiologia avançou muito em seus métodos e equipamentos.
Há até equipamentos que auxiliam no tratamento, como o  SpeechEasy, que é um aparelho colocado no ouvido. A pessoa escuta a própria voz em outro tom (mais fino ou grosso) e com um leve atraso (efeito coro). Isso faz com que o cérebro pense que a pessoa está falando em uníssono com outra. Custa em torno de R$ 10 mil. Há também o Fluency Tracker, um aplicativo para iPad e iPhone que mapeia as situações relacionadas à gagueira, permitindo que a pessoa use técnicas aprendidas com o fonoaudiólogo. Veja mais em  INSTITUTO BRASILEIRO DE FLUÊNCIA


Um belo drama que nos faz percorrer pelo mundo da gagueira e curvar diante da grandeza majestosa do Rei George VI. 

Rei George VI


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Filmes que você não pode deixar de ver! 18. XXY

18. XXY, Argentina, 2007

Direção: Lucía Puenzo, com Ricardo Darín, Ines Efron, Valeria Bertucelli, Germán Palacios. 
Site Oficial: http://xxylapelicula.puenzo.com/main.html





Sinopse: Alex (Inés Efron) nasceu com as características sexuais de ambos os sexos e para fugir dos médicos que insistiam em corrigir a ambigüidade genital da garota, a família leva-a para um vilarejo no Uruguai. Convencidos de que uma cirurgia seria uma violência contra seu corpo, eles vivem retirados numa casa nas dunas. Um dia, recebem a visita de um casal de amigos, que traz com eles o filho adolescente. O pai visitante é especialista em cirurgia estética e se interessa pelo caso clínico da jovem. Enquanto isso, Alex, de 15 anos, e o rapaz, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.



A Síndrome de XXY, também conhecida como Síndrome de Klinefelter (em alusão ao Dr. Harry F. Klinefelter, que identificou a anomalia pela primeira vez em 1942) é causada por uma variação cromossômica envolvendo o cromossomo sexual. Todos os homens possuem um cromossomo X e um Y (XY) e as mulheres dois cromossomos X (XX), mas ocasionalmente uma variação irá resultar em um homem com um X a mais, esta síndrome é muitas vezes também descrita como 47 XXY. Este cromossomo sexual extra (X) causa uma mudança nas características físicas dos meninos, pois produzem menos testosterona na juventude, o que pode lhes dar um aspecto feminino, com desenvolvimento de mamas e outras características femininas.  Mas não é o caso da personagem do filme, que está mais para o hermafroditismo. O título parece mesmo ser uma provocação, um convite ao debate. A própria diretora relatou que não queria falar de um diagnóstico preciso. O título do filme, segundo ela, é uma metáfora da intersexualidade em geral.



Os pais a incentivam a tomar hormônios que inibirão as características masculinas, e acreditam que essa é a melhor escolha, pois Alex tem traços femininos marcantes, inclusive seios. Mas a atração sexual entre Alex e o filho adolescente do casal que aparece para visitar a família, faz com que Alex se confronte com os seus desejos e coloca em xeque a decisão de seus pais no passado. A figura do pai (Ricardo Darín) tem um tratamento especial nesse delicado momento, pois é ele que percebe que talvez a “filha”, seja no fundo um “filho”. A trama do filme, na verdade, gira em torno do dilema de Alex em ter que resolver qual dos dois sexos ele(a) pretende adotar e se continua ou não a tomar os hormônios.





 Esse é o primeiro filme da cineasta argentina Lucía Puenzo, filha de Luis Puenzo – diretor do premiado A História Oficial. Ganhou o prêmio da crítica em Cannes e o Goya de melhor filme estrangeiro de língua espanhola em 2007 e foi escolhido para representar a Argentina ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2008, mas não chegou a ficar entre os indicados.
XXY é um belo filme argentino. Indispensável e necessário. Um convite à reflexão sobre a identidade sexual.


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