quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CELULAR DO VOVÔ

 Parece um celular bem simples. Na verdade é um celular bem simples. Ele é tão simples que poderia ser usado por uma criança ou por uma vovó que não ouve e não enxerga direito. E a ideia é exatamente essa. Ser um celular para idosos e pessoas com limitações de visão, por exemplo.
Com tantos celulares no mercado com funções cada vez mais complexas, visor colorido, GPS, WiFi, bluetooth, etc., é de surpreender a criação de um celular unicamente concebido para efetuar e receber ligações, SMS e pedir socorro.
No entanto essa foi a aposta da empresa chinesa ZTE, o ZTE-G S302 chama a atenção pelo quesito usabilidade e ergonomia. Segundo a empresa o aparelho foi projetado para idosos e conta com um design bem interessante, as teclas são bem amplas e o display monocromático, isso permite uma boa a leitura, além do teclado ficar bem iluminado no escuro. Os ringtones e tons do teclado são bem altos, e dá para ouvir rádio FM com ele.
O aparelho conta ainda com um sistema de chamadas de emergência que pode ser acionado com o toque de um botão na traseira ("botão de pânico"). Dá para configurar até quatro números de emergência no S302. Ao pressionar o SOS na parte traseira, uma sirene toca e o celular começa a discar para os quatro números. Caso o primeiro não atenda, vai para o próximo. Quando alguém atende, o S302 entra automaticamente no viva-voz e a pessoa pode pedir ajuda sem se preocupar em levar o telefone ao ouvido. Uma idéia de ajuda que pode salvar uma vida.
O lançamento foi previsto para acontecer no Rio de Janeiro no final de 2009, mas não houve grande divugação. Talvez achem que os idosos não precisem se comunicar. Na verdade, a resistência de alguns idosos em ter e usar um celular se deve ao fato da complexidade de manuseio da maioria dos aparelhos, com visores que impossibilitam a leitura e teclas minúsculas e muito juntas. 
O S302 será comercializado pela Tim VIP do Rio de Janeiro ao preço de  R$169,00, porém o aparelho já virá desbloqueado.
Outra função muito interessante foi o fato da tecla * ter uma face feminina e o # uma face masculina. São botões de discagem rápida, ou seja, pressione * para falar com a filha ou a esposa ou # para falar com o  filho ou esposo.  O que presume que pode ser utilizado também no caso das crianças para representar os números da mãe e do pai respectivamente.
Parabéns aos chineses! Cadê nossa versão brasileira?


ONDE COMPRAR: 

Na "Amplivisão Comercial", em São Paulo, à Rua Heitor Penteado, 2009, térreo, sala 2, São Paulo, vendem este aparelho. Eles só vendem nesse endereço, com hora marcada. Para agendar, ligue (011)3816-0291. Também entregam em casa pelo correio. Clique aqui e conheça a  AMPLIVISÃO 

ATENÇÃO: MODELO MAIS COMPLETO
Celular que FALA os números, botão SOS e aceita 2 chips - teclas com números grandes -  para Idoso e portador de Baixa Visão

Descrição Rápida

Celular desenvolvido para pessoas com baixa visão, deficientes visuais e idosos. Senior phone com funções simples, fácil de usar, com teclas grandes em braile, que fala os números em voz alta e botão de emergência (SOS) tipo Teleajuda (emergência - pânico). Desbloqueado - suporta dois (2) chips, mensagens de texto e multimídia, reprodutor MP3 e MP4. Conta com acesso à internet via WAP, rádio FM, agenda, tarefas, calculadora, alarme, tecla de emergência (SOS) e lanterna. Dimensões: 12 cm x 5,5 cm x 1 cm.
Preço: R$359,00 (em 17/06/2015)
Veja no site: AMPLI-VISÃO

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A AUDIODESCRIÇÃO COTIDIANA

 Artigo gentilmente cedido pelo BLOG DA AUDIODESCRIÇÃO


Conforme já foi noticiado pelo Canal E-Braille, as emissoras de televisão terão até julho de 2011 para inserirem, em suas transmissões, o recurso da audiodescrição.
Essa é uma iniciativa que já está mais do que na hora de ser implantada.
Ao assistirmos a um filme ou a um programa de TV, nós, que temos deficiência visual, nos apropriamos apenas das informações sonoras, e somos excluídos do acesso a todo o conteúdo que é veiculado por meio da imagem.
Por isso, a audiodescrição é uma ferramenta essencialmente inclusiva, à medida que nos garante um acesso pleno e sem restrições a qualquer conteúdo audiovisual.
Entretanto, precisamos lembrar que, até o momento, já vivemos um longo período sem contarmos com esse recurso. Ao longo desse tempo, nossa experiência já nos possibilitou que adquiríssemos uma capacidade de prestarmos atenção em detalhes sonoros contidos nos filmes e programas de tv, os quais talvez passem despercebidos por aqueles que estejam vendo com os olhos.
Desse modo, aprendemos a deduzir o conteúdo da cena de um filme, ainda que ele não esteja audiodescrito. Diante da televisão ou de uma tela de cinema, nós, que somos cegos, costumamos ser bastante imaginativos, e construímos , em nossa mente, os cenários ali apresentados.
O recurso da audiodescrição poderá então enriquecer nosso modo particular de sermos telespectadores, e, assim, sua implantação será muito bem-vinda!
Mas é preciso considerar que essa ferramenta não está presente apenas no âmbito do cinema ou da televisão. Em nosso cotidiano, precisamos, em muitas ocasiões, recorrermos a ela, para compreendermos melhor o ambiente que nos cerca.
Já não falo aqui da audiodescrição enquanto um recurso tecnológico, mas sim, enquanto um recurso que faz parte da interação entre nós e as pessoas videntes.
Quando vamos a um restaurante self-service, por exemplo, necessitamos que alguém nos descreva os pratos disponíveis. Se entramos em um estabelecimento desconhecido, precisamos de alguém que nos informe sobre a localização de suas dependências e sobre a forma como aquele ambiente está organizado. Ao desfrutarmos de um passeio, ficamos gratos quando alguém pode nos descrever a paisagem que circunda o lugar por onde estamos passando.
É muito importante destacarmos que, por um lado, uma audiodescrição nunca pode ser tendenciosa. Aquele que descreve algum aspecto do ambiente deve fazê-lo sem emitir seu próprio julgamento ou opinião acerca do que vê. Issso possibilita que o ouvinte esteja livre para adquirir, por si mesmo, a sua impressão sobre aquilo que lhe é descrito.
Mas, por outro lado, discordo da idéia de que a audiodescrição deva ser totalmente desprovida de emoções. Afinal, o audiodescritor tem a função de fazer com que seu ouvinte se sinta tocado por aquilo que ele esteja descrevendo. E esse encantamento só pode surgir pela via da emoção. Assim, uma descrição fria ou, digamos, “robotizada”, cria um distanciamento entre o ouvinte e o objeto descrito, e, desse modo, perde sua finalidade.
O audiodescritor precisa, portanto, adquirir um equilíbrio entre a neutralidade e o afeto, entre a objetividade e a poesia.
De fato, poderíamos dizer que a audiodescrição, entendida como uma habilidade, se faz presente em todas as pessoas que se comunicam bem. Um bom comunicador está habituado a usar, com muita naturalidade, esse recurso.
Um professor competente, por exemplo, é naturalmente um bom audiodescritor. Sua fala é tão convincente e tão bem articulada, que ele praticamente não precisa de ferramentas visuais para conduzir suas aulas. E isso independe da presença de um aluno cego na turma!
Se, em um dado momento, esse professor recorre a um gráfico, ele automaticamente o descreve, explicando o sentido daquela figura. Suas explicações são suficientes e o gráfico mostrado não passa de uma mera ilustração.
Um bom professor não precisa, durante sua aula, se dirigir especialmente a um aluno cego, para lhe dizer: “Agora vou descrever essa figura para você.” Sua habilidade de áudio-descrever é tão natural e fluente que, em sua fala, ele abrange todos os estudantes.
Pode-se compreender, então, que essa lei, voltada especificamente às emissoras de televisão, nos leva a promover reflexões mais abrangentes, ligadas às nossas relações cotidianas.
E talvez este seja o maior impacto dessa legislação.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Filmes que você não pode deixar de ver! 12. Elling, 2001

12. Elling - 2001

De Petter Nass, com  Per Christian Ellefsen , Sven Nordin , Marit Pia Jacobsen , Jorgen Langhelle , Per Christensen 
Comentário: 

Este filme é a produção norueguesa que mais êxito alcançou, além de obter um grande resultado de bilheteria em seu país e em outros países da Europa, conseguiu prêmios como o da Juventude do Festival de San sebástian, além de ser candidato ao Oscar 2002 de melhor filme em língua não inglesa.
O roteiro está baseado no livro de Ingvar Ambjornsen, um dos mais famosos escritores noruegueses das últimas décadas. Conta as andanças de Elling, um sujeito de 40 anos, inocente e ansioso, com conversa incongruente e dominado pelas neuroses mais singulares. Para ele, por exemplo, entrar num restaurante com pessoas é um desafio tão grande como escalar o Everest. Esteve vários anos numa clínica psiquiátrica, foi para lá depois que sua mãe morreu. Na verdade, passou quase toda a sua vida trancado com a mãe dentro de casa, que o protegia e fazia tudo por ele. Agora o Estado quer devolvê-lo à sociedade, ao mundo real e lhe indica um apartamento em Oslo e o acompanhamento de um assistente social. No apartamento também morará Kjell, um companheiro da clínica, bastante rude, que padece de violentos ataques de fúria quando não consegue se fazer entender e uma clara dificuldade de interagir, entender as intenções do outro e manter a mais simples conversa. A complexa coexistência e integração social desses dois frágeis indivíduos se tornará ainda mais complicada quando Kjell se apaixonar por uma mulher e Elling descobrir a poesia e se fizer amigo de um famoso literato que agora vive só e esquecido.

No início até as atividades mais corriqueiras, como ir à esquina ou atender ao telefone, se tornam grandes desafios para os dois. O Assistente Social é firme com ambos, fato crucial para a interação dos dois. E aos poucos a dupla vai se adaptando à nova realidade, perseguindo seus objetivos: enquanto Elling se descobre um poeta, Kjell Bjarne procura uma mulher para perder a virgindade. Kjell apresenta traços autísticos, mais precisamente asperger. É isso é mostrado de forma clara no filme.
O filme possui cenas bem engraçadas e mostra de forma terna as diferenças humanas!

sábado, 28 de agosto de 2010

Unique Types é um movimento contra o preconceito.


Unique Types são fontes muito especiais, inspiradas nas crianças atendidas pela AACD. Criadas sob licença Creative Commons, as fontes podem ser usadas livre e gratuitamente. 
Durante 10 dias, a AACD convidou 10 dos maiores Diretores de Criação do Brasil a utilizarem as UniqueTypes em suas campanhas.
Usando as fontes você apoia a causa da AACD, mostrando que os deficientes físicos podem fazer praticamente tudo que as pessoas sem deficiência podem.
Assim, quanto mais gente conhece o trabalho da AACD, mais gente pode colaborar: visitando as crianças, sendo voluntário, tornando-se uma empresa parceira ou fazendo uma doação. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Filmes que você não pode deixar de ver! 11. The Apple, 1998

11. The Apple, 1998 - A Maçã
De Samira Makhmalbaf, com Massoumeh Naderi, Zahra Naderi, Ghorban Ali Naderi.

Comentário: “A Maçã” narra a história verídica de duas irmãs gêmeas, Massoumeh e Zahra, trancafiadas em casa pelos pais – uma senhora cega e um senhor desempregado – durante 11 anos, o que as levou a um processo de  atraso no desenvolvimento global. A prisão domiciliar era justificada por uma passagem de um texto religioso do Alcorão, segundo o qual as jovens são como pétalas, que fenecem ao contato do sol e não podem ser tocadas por homens. No filme, acompanhamos o drama dos pais (do pai, principalmente) para não ver as filhas ficarem sob a tutela do Estado. Ele tentará ensinar as meninas a desenvolver habilidades essenciais, como varrer o terreiro e fazer comida, para provar a uma assistente social que elas devem ficar com a família. O instigante é que não só a história das irmãs é verídica como os envolvidos no drama representam a si mesmos no filme. O pai, por exemplo, aceitou representar a si mesmo por acreditar que, assim, poderia defender seu nome, que fora, em sua opinião, caluniado pela imprensa, quando o caso veio à tona. É a própria Samira que diz, numa entrevista concedida no Brasil: “Começamos a fazer o filme apenas quatro dias depois que toda a imprensa abriu espaço para a história. Isso significa que o que foi captado, nesse curto período de tempo, era o real, ou as conseqüências sociais e psicológicas do acontecido”.

O filme inicia com um texto que é um abaixo-assinado organizado pelos vizinhos para que os pais das meninas as libertem de sua “prisão” e que o Estado fique com a guarda das jovens. Sendo assim, a Assistente Social vai à casa de Massoumeh e Zahra, em um bairro pobre do Teerã, e toda a imprensa local para fazer a matéria.
O título Maçã não é nenhuma alusão a pecado. A maçã simboliza a libertação, pois com maçãs as duas irmãs conquistam e celebram suas primeiras amizades.
Interessante observar como os anos de reclusão e privação social atrasaram o desenvolvimento de ambas. Elas mal falavam, não sabiam brincar, expressar afeições e sentimentos, mal sabiam andar e apresentavam esteriotipias.








SAMIRA MAKHMALBAF, nasceu em Teerão em 1980.
Samira é filha do internacionalmente reconhecido Mohsen Makhmalbaf. Quando tinha oito anos participou no consagrado filme do pai THE CYCLIST (1987). Depois de frequentar uma escola de cinema privada, foi assistente de realização do pai em THE SILENCE (1998). Fez o seu primeiro filme THE APPLE, em 1998, com apenas 17 anos.

Vale a pena conferir!


REVISTA AUTISMO - EDIÇÃO NÚMERO 0

REVISTA AUTISMO - EDIÇÃO NÚMERO 0
Pais brasileiros criam a primeira revista de autismo na América Latina, com 100% de voluntariado.

REVISTA AUTISMO - EDIÇÃO NÚMERO 1

AGENDA PÚBLICA - REVISTA AUTISMO

VISITE O BLOG DO ARTEAUTISMO E ...

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... CONHEÇA FILIPE, O ARTISTA QUE PINTOU ESSE QUADRO.

Campanhas

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Manifesto Ser Diferente é Normal!

UNIQUE TYPES É UM MOVIMENTO CONTRA O PRECONCEITO

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Usando as fontes você apoia a causa da AACD, mostrando que os os deficientes físicos podem fazer praticamente tudo que as pessoas sem deficiência podem.

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